Moçambique

África Austral às portas do Oceano Índico

Visão geral de sectores de crescimento em Moçambique

O GÁS NATURAL  

O investimento estrangeiro em Moçambique no sector de gás pode chegar a 35 bilhões de dólares entre 2017 e 2023. Isso, sem dúvida, mudará a economia do país, passará de um país pobre a de renda média.

A unidade flutuante de gás natural liquefeito (FLNG), cujo investimento é estimado em 8 bilhões de dólares, será projectada para produzir quase 3,4 milhões de toneladas/ano de gás natural liquefeito e estará âncorada numa profundidade de 2000 metros ao longo do canal de Moçambique, no depósito "Coral Sul". A produção de GNL deve começar em 2022.

 

MINAS

O sector mineiro, o qual os investidores estrangeiros estão bastante interessados, carrega consigo as esperanças de desenvolvimento do país. O carvão é o principal minério explorado, concentrado sob três formações geológicas situadas na província de Tete: Vuzi, Moatize e Matindi. Em 2015, este recurso que na sua maioria foi destinado para suprir o mercado chinês e indiano, representou o segundo mineiro mais explorado de Moçambique, isso depois do Alumínio.

 

ÁGUA E MEIO AMBIENTE

Apesar dos esforços das autoridades e dos progressos realizados nos últimos 15 anos no sector de água potável, os níveis de serviço permanecem muito baixos. Estima-se que cerca da metade da população do país não tem acesso a água potável segura e mais de 70% não tem saneamento adequado. Os objectivos do milênio, que estabelecem uma taxa de acesso à água potável de 67%, ainda estão longe de serem alcançadas devido à falta de recursos financeiros e humanos, mas também devido a ausência de uma entidade centralizadora e coordenadora de todas as iniciativas e programas relacionados à água.

 

 

 

 

ELECTRECIDADE

Em 2015, apenas 25,2% da população moçambicana estava ligada à rede eléctrica nacional, com disparidades regionais significativas que variam de 45% na região de Maputo a 1% em algumas áreas rurais. No entanto, Moçambique é uma potência regional em termos de geração de eletricidade, graças à barragem de Cahora Bassa e às novas usinas a gás no sul. Embora a eletricidade represente apenas 10% do consumo de energia do país (biomassa cobrindo 80% das necessidades das famílias), a demanda moçambicana aumentou 11,5% ao ano desde 2010, o maior crescimento da SADC.

 

Moçambique é o segundo maior produtor de eletricidade da SADC e pode se tornar o primeiro graças ao seu enorme potencial hidrelétrico (mais de 12000 MW, dos quais apenas 2300 MW são explorados). A capacidade de produção de Moçambique era de 793 MW em 2015 e poderia chegar a 2184 MW em 2020. A electricidade produzida é de 80% hidreléctrica.

 

TELECOMUNICAÇÕES

Comparado com países com níveis semelhantes de desenvolvimento, Moçambique está a frente em termos de telefonia móvel. Em Setembro de 2015, o número de linhas atingiu aproximadamente 16,1 milhões, uma taxa de penetração de aproximadamente 69%.

Vários moçambicanos, no entanto, são usuários de diferentes redes de telefonia móvel de modo a evitar os altos custos interconexão. Com 3,5 milhões de linhas ativas, a Vodacom, a rede que abrange principalmente áreas urbanas, tornou-se a operadora líder em Moçambique.

 

AGRICULTURA

Moçambique possui características próprias: Abundância, cobertura fluvial, condições agronômicas favoráveis para diversas culturas e uma posição geográfica favorável à exportação para dentro de África assim como para Ásia, América e Europa. Em meio a uma transição demográfica, atender à crescente demanda por alimentos é, portanto, um grande desafio para o governo.

 

TURISMO

Graças os seus 2.700 km de costa (maior parte ainda praias desertas), suas reservas protegidas ocupando 15% do território e seus símbolos arquitetónicos, testemunhando um passado árabe e europeu, Moçambique é dono de um potencial turístico bastante rico. Pese embora, actualmente o potencial esteja em estado de subdesenvolvimento, o número de visitantes tende a aumentar nesses últimos dez anos e por sua vez, o governo de Moçambique está ciente da importância do turismo para o desenvolvimento do país.

 

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